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24.set.2008 |
Escola de Florianópolis aprova ostra no cardápio
Escola de Florianópolis aprova ostra no cardápio Se
depender dos alunos da Escola Básica Luiz Cândido da Luz,
na Vargem do Bom Jesus, a ostra será incluída na refeição
escolar. O teste de aceitabilidade realizado hoje (24/09)
atingiu a média de 86,07% de aprovação, entre 506 crianças
e adolescentes do projeto Tempo Integral que comeram
risoto de ostras. A experiência será repetida amanhã
(25/09) com estudantes da Escola Básica Vítor Miguel de
Souza, no Itacorubi. A iniciativa, fruto da parceria entre
o Instituto de Geração de Oportunidades de Florianópolis (IGEOF/PMF)
e a Secretaria Municipal de Educação (SME), pretende
viabilizar a introdução do molusco no cardápio da rede
pública da Capital para oferecer aos alunos uma
alimentação nutritiva e de baixa caloria.
A refeição com ostra será testada em mais quatro unidades
educativas
para medir a aceitabilidade do produto, seguindo normas do
Programa
Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Na Escola Básica
Vítor Miguel
de Souza, no Itacorubi, 176 alunos vão provar o molusco
nesta quinta-feira (25/09), por volta das 9h30. Na
sexta-feira (26/09), no mesmo horário, o teste será feito
com 235 estudantes da Escola Básica Almirante Carvalhal,
em Coqueiros; 37 crianças da Escola Desdobrada Francisco
Garcez, no Canto da Lagoa; e 34 alunos da Escola Desdobrada Lupércio Belarmino da Silva, no Ribeirão da
Ilha.
Natural de Buenos Aires, na Argentina, Exequiel Martín, da
8ª série, foi um dos que aprovaram a refeição. O
estudante, que mora com a família em Florianópolis há sete
anos, ficou encantado com a novidade e surpreso com as
ostras catarinenses que, segundo ele, são bem maiores e
mais saborosas que as de seu país. "Foi o melhor risoto
que eu já comi", disse após repetir o prato pela terceira
vez.
Com o primeiro resultado favorável, a expectativa do
superintendente
do IGEOF, Edson Lemos, é boa. "Fomos informados de que
aqui há muitas crianças do oeste e de outros estados. A
maioria nunca tinha consumido ostra ou mesmo conhecia o
molusco", comemora o idealizador do projeto. "Essa
proposta vai abrir um novo mercado para os produtores de
Florianópolis, e também ajudar no combate à obesidade
infantil, já que a ostra é um alimento muito saudável e de
baixa caloria", justifica.
O município conta com cerca de 120 maricultores,
distribuídos em núcleos de produção no Norte e Sul da
Ilha. Em 2007, Santa Catarina comercializou 1.115,8
toneladas, sendo a região de Florianópolis
responsável por mais de 95% ostras cultivadas no estado.
Do total da
safra comercializada, a capital catarinense contribuiu com
580,7 toneladas e Palhoça com 396,6 toneladas.
Alimentação saudável
De acordo com a Coordenadora de Alimentação Escolar da
SME, Cleusa
Regina Silvano, as ostras cultivadas na região de
Florianópolis apresentam um grande valor nutricional por
serem importantes fontes de
proteína, minerais e terem reduzido valor calórico. "São
ótimas fontes
de vitamina B12, necessária à formação dos glóbulos
vermelhos e à
manutenção de um sistema nervoso saudável, além de boas
fontes de
outras vitaminas do complexo B, como a niacina, tiamina e
riboflavina", destaca Cleusa.
"Se houver uma boa aceitação por parte dos estudantes, a
idéia da
prefeitura é inserir a ostra na alimentação escolar do
próximo ano",
complementa o Secretário Municipal de Educação, Rodolfo
Joaquim Pinto
da Luz. Segundo ele, a intenção é adquirir dos produtores
locais cerca
de 700 quilos do molusco por mês, o que representaria na
cadeia
produtiva a comercialização garantida de quase sete
toneladas de
ostras por ano. O produto seria vendido desenconchado e
embalado a
vácuo, em pacotes de 500 gramas.
Conforme dados da prefeitura, 25 mil 642 pessoas são
beneficiadas pelo
Programa de Alimentação Escolar do município. São 8.927
crianças de
creches e núcleos de educação infantil e 15. 787
estudantes do ensino
fundamental. Além disso, 928 estudantes de centros de educação
complementar recebem alimentação bancada pela prefeitura.
Aceitabilidade
De acordo com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE),
para
a inclusão de um novo produto no cardápio das unidades
educativas é
exigido que seja realizado um teste de aceitabilidade com
aprovação de
no mínimo 85% dos alunos participantes da experiência. A
metodologia
utilizada pela Coordenadoria de Alimentação Escolar (CAE)
é a do "Resto Ingesta", que consiste no cálculo do
alimento distribuído (AD), a partir da pesagem do Produto
Preparado (PP), menos a pesagem da sobra limpa (SL), ou
seja, o que sobrou na panela. Em seguida, calcula-se o
alimento consumido (AC) a partir do que foi distribuído
(AD), menos a pesagem do Resto (R) que sobrou nos pratos.
Por fim, para obter o índice de aceitabilidade é feito o
seguinte cálculo: (AC)/(AD) x 100. Outros itens coletados
no teste são: faixa etária dos alunos, período em que é
realizado o teste, quantidade do produto e o modo de
preparo. Além disso, é contabilizado o número de alunos
servidos e o número de repetições. O teste é realizado por
nutricionistas.
Calendário de testes de aceitabilidade
Quinta-feira (25/09)
E.B. Vítor Miguel de Souza
Rua Vítor Miguel de Souza, 28, Itacorubi
Fone: 3334-0031
Sexta-feira (26/09)
E.B. Almirante Carvalhal
Rua Bento Goiá, 133, Coqueiros
Fone: 3348-6645
E.D. João Francisco Garcez
Rua Laurindo januário da Silveira, S/N, Canto da Lagoa
Fone: 3226-8287
E.D Lupércio Belarmino da Silva
Rodovia Baldicero Filomeno, 16123, Ribeirão da Ilha
Fone: 3237-6446
Ricardo Medeiros
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