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Evolução da limpeza pública na Capital

Evolução da limpeza pública na Capital

Das praias para o forno e o lixão

A destinação final dos resíduos sólidos em Florianópolis é um problema antigo e complexo. Em 1830, foi aprovada uma lei determinando que o lixo urbano fosse lançado nos rios e no mar, para evitar que os detritos jogados pelos próprios moradores se acumulassem nas ruas e terrenos baldios.

O serviço de remoção de lixo só teve início em 1877 e era executado por particulares com carroções puxados a burro. O destino final eram as praias da Baía Norte, onde faziam os despejos.

Mais tarde, em 1914, para acabar com o acúmulo de lixo nas praias foi construído próximo à Ponte Hercílio Luz, o forno do lixo, que funcionou durante quase meio século, queimando os resíduos da Capital.

Com o aumento da população e da produção de resíduos, em 1958, surgiu o lixão da cidade. Os resíduos sólidos passaram a ser dispostos no manguezal do Itacorubi, em uma área de aproximadamente 12 hectares. Foi assim durante mais de 30 anos, acarretando sérios problemas de saúde pública e de degradação do mangue. O lixão do Itacorubi foi desativado em 1990, graças à pressão popular.

Na área, a partir de 2000, foi implantado projeto de recuperação e organização paisagística. Hoje abriga o Centro de Transferência de Resíduos Sólidos (CTReS), com Estação de Transbordo da Comcap, centro de triagem gerenciado por associação de catadores, espaço de educação ambiental e o Museu do Lixo.

Projeto Beija-flor

Durante as discussões para acabar com o lixão do Itacorubi, foram implementados, a partir de 1986, as primeiras experiência de coleta seletiva em Florianópolis nas comunidades do Mocotó e Monte Verde e na Avenida Beira-Mar Norte. Essas iniciativas evoluíram nos anos seguintes, 1987 e 1988, para a formalização do Projeto Beija-flor, com tratamento e destinação dos resíduos nas próprias comunidades. O Beija-flor tounou-se embrião do sistema de coleta seletiva até hoje em operação no município.

Florianópolis foi a primeira cidade no Brasil a implantar a coleta seletiva pelo sistema de porta em porta, e o Projeto Beija-flor serviu como fonte de inspiração para outros projetos no País. O objetivo era tratar o lixo domiciliar dentro das comunidades que o produziam, incentivando a coleta seletiva e o seguinte destino ao lixo: o material reciclável seco era comercializado, o material orgânico era tratado através da compostagem (para que o adubo resultante fosse utilizado em hortas comunitárias) e os rejeitos eram encaminhados ao ponto de coleta convencional mais próximo.

Coleta de resíduos sólidos domiciliares

Os resíduos domiciliares gerados no município são recolhidos por meio de dois sistemas públicos de coleta: convencional e seletiva.

Cerca de 98% dos moradores da cidade beneficiam-se do sistema de coleta de lixo convencional feito de porta em porta e os demais utilizam-se de lixeiras comunitárias, pois moram em locais de difícil acesso aos caminhões coletores.

Todo o resíduo recolhido pela Comcap passa pela Estação de Transbordo, no CTReS, Itacorubi. O material reciclável é doado a associações de triadores e o lixo misturado é transportado pela Proactiva, empresa privada contratada pela Prefeitura Municipal de Florianópolis, para aterro sanitário em Forquilhinhas, no município de Biguaçu, a 40 quilômetros de distância.

Em geral, nas áreas residenciais, a coleta convencional é realizada três vezes por semana e, nas comerciais do Centro e do Estreito, seis vezes por semana. Nos principais balneários a coleta se torna diária durante os meses de Verão.

Indicadores produção de resíduos sólidos em Florianópolis

 

  • A coleta seletiva de porta em porta atende 97% dos domicílios
  • O sistema tem um índice de inclusão de catadores de 62%
  • A produção de resíduos na Capital é de 35,83 quilos por habitante/mês
  • A produção da coleta seletiva (materiais que seguem para reciclagem) corresponde a 7% do total de resíduos coletados em Florianópolis
  • Fora o que é reciclado, 100% dos resíduos recolhidos pela Comcap são encaminhados para aterro sanitário.

 

Coleta Seletiva em Florianópolis

A produção da coleta seletiva em Florianópolis em 2012, de 11,4 mil toneladas, representa um aumento de 15,7% em relação a 2011. A Capital conta com sistema de recolhimento de materiais recicláveis de porta em porta há 20 anos, mas, em 2009, deu um grande salto. Naquele ano, com a implantação da coleta seletiva diária no Centro da cidade, a coleta de materiais recicláveis aumentou 165%. De lá pra cá, o crescimento anual se manteve alto, de 43% (em 2010) e de 30% (em 2011).

  • Florianópolis mantém coleta seletiva de porta em porta desde 1994 e hoje alcança todos os bairros da cidade, atendendo diretamente 97% dos domicílios.
  • Na região central, triângulo compreendido entre as avenidas Gustavo Richard, Mauro Ramos e Beiramar Norte, a coleta seletiva é diária.
  • Em 30% dos bairros a coleta seletiva é executada duas vezes por semana (área continental e bairros próximos ao Centro).
  • Nos bairros do Norte, Sul e Leste da Ilha a coleta seletiva é feita uma vez por semana.

Frota e rotas da coleta seletiva

  • 8 caminhões baús
  • 2 caminhões compactadores
  • 1 caminhonete
  • Manhã – 6 roteiros – 7 motoristas e 25 garis
  • Tarde – 2 roteiros – 2 motoristas – 9 garis
  • Noite – 6 roteiros – 5 motoristas – 23 garis

 

Triagem em parceria

Desde março de 2009, a Prefeitura Municipal de Florianópolis por meio da Comcap assumiu a coleta seletiva na área central da cidade, anteriormente executada pelos catadores. Por força de termo de ajustamento de conduta (TAC) assinado com o Ministério Público de Santa Catarina, a Associação dos Coletores de Materiais Recicláveis (ACMR) assumiu o galpão de triagem da Comcap e passou a receber da empresa grande parte do material da coleta seletiva, executando a triagem e venda destes materiais. De forma que os associados não precisassem mais catar o material nas ruas.

No início de março de 2009, o número de associados era em torno de 100, hoje a ACMR conta com 60 associados, reflexo da realidade econômica. Por um lado, são oferecidos empregos mais atrativos e, por outro, o baixo valor dos materiais recicláveis e a
dificuldade de venda de alguns como o vidro, inibe a atividade.
Há em Florianópolis hoje duas associações com capacidade de triar entre 50% e 60% do volume coletado, o restante é enviado e/ou comercializado com triadores da região.

Destino principal dos materiais da coleta seletiva

  • ACMR – 600 toneladas/mês
  • Aresp – 60 toneladas/mês

 

Novos parceiros (capacidade em toneladas/mês):

  • Área industrial de São José/ Daniel (300)
  • Sertão do Imaruim/Aparecida (100)
  • Forquilhas/fábrica de mangueiras(40)
  • Alto Forquilhas/usina (40)
  • Forquilhinhas/Márcio (40)
  • Avenida das Torres/Marcelo (20)
  • Bairro Areias/Moliv (60)
  • Coqueiros/Mário (40)
  • Associação de triadores de Biguaçu (40)



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