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Linha do tempo

Linha do tempo do Parque Jardim Botânico de Florianópolis


A aspiração do Jardim Botânico de Florianópolis já teve vários formatos e tamanhos, que estão situados nesta linha do tempo onde o marco zero é a abertura do espaço neste primeiro sábado da Primavera de 2016.

 

(CLIQUE AQUI para ver essa linha do tempo em animação do Prezi)

 

  • Na metade do século XVIII, imigrantes as ilhas de Açores e Madeira fixaram-se na Ilha de Santa Catarina, principalmente à beira-mar, mas também em pequenos povoados no interior do território. O Rio Itacorubi, que corta o manguezal, nesses tempos remotos, servia para o transporte de mercadorias até o porto que abastecia a comunidade instalada na região. A descarga se dava à altura da hoje Servidão do Porto, na lateral da Cidasc.

 

 

 

 

  • Nos dois séculos seguintes, a localidade manteve características rurais. Grandes chácaras produziam variedade de frutas, verduras e legumes, mantinham pastos para criaçãod e gado leiteiro. A pesca complementava a alimentação das famílias. No Morro do Quilombo começaram as plantações de café e a produção de carvão mineral. Nesse cenário, eram comuns as corridas de cavalo, rinhas de galo, caçadas e a farra do boi. O futebol e os bailes nos clubes da região animavam a vida social.

 

 

 

  • Em 1925, o Itacorubi recebeu o Cemitério Municipal, transferido da região central, onde seria construída a cabeceira insular da Ponte Hercílio Luz. Mais de 30 mil sepulturas de cidadãos comuns e de membros de irmandades religiosas, confrarias do cemitério da comunidade alemã foram relocadas para o então bairro das Três Pontes.

 

 

 

  • Em 1958, área de 12 hectares do Manguezal do Itacorubi, em frente ao Cemitério Municipal São Francisco de Assis, passou a ser usada como lixão da cidade.

 

 

 

  • Em 1964, o engenheiro agrônomo Glauco Olinger, pioneiro na extensão rural e fundador da Acaresc, era assessor de agricultura para o Plano de Metas do Governo. A pedido do próprio governador Celso Ramos recebeu do abrigo de menores mantido pelos jesuítas a área de pelo  menos 40 hectares no Itacorubi para instalar o Centro de Treinamento da Acaresc.

 

 

  • Nas décadas seguintes, o empreendimento idealizado por Glauco Olinger para concentrar os órgãos públicos ligados à gestão agropecuária acabou atraindo outras instituições públicas e privadas. No vetor da SC-404, que liga o Centro à Lagoa da Conceição, instalaram-se, além da própria Epagri, Celesc, Udesc, Centro de Ciências Agrárias da Ufsc, Crea-SC, Fiesc, etc.

 

 

 

  • Em 1989, o lixão passou a ser desativado graças à pressão popular. Na década seguinte, o aterramento foi restrito a materiais inertes.

 

 

 

  • A partir de 1997, com a desativação de unidades didáticas do Cetre, houve diversas tentativas na Epagri, por iniciativa do diretor técnico, Hugo José Braga, e por meio do Centro de Informações de Recursos Ambientais e Hidrometeorologia de Santa Catarina (Epagri/Ciram) para criação de uma unidade ambiental, de um parque municipal ou mesmo de um Jardim Botânico na área.

 

 

 

  • Em 1998,  a Diretoria Técnica da Epagri e o  Epagri/Ciram propuseram, sem conseguir a aprovação unânime da diretoria da Epagri, a criação de um parque ecológico na área do Cetre, a ser lançado em ato público no dia 21 de setembro daquele ano. Diversos estudos técnicos e projetos iniciais foram levados a cabo pela equipe da Epagri/Ciram nesta ocasião para destinar a área às futuras gerações, envolvendo sobretudo a comunidade da Bacia do Itacorubi e o cidadão de Florianópolis.

 

 

 

  • Em 2000, a Comcap implantou na área do antigo lixão projeto de recuperação e organização paisagística que inclui estação de transbordo com manejo limpo dos resíduos. A área do Centro de Valorização de Resíduos da Comcap foi formalmente cedida pela União à municipalidade em 2013. Hoje concentra a estação de transbordo, associação de triadores de materiais recicláveis, setores operacionais e de educação ambiental, incluindo o Museu do Lixo da Comcap.

 

 

 

  • Em maio de 2005, foi formalizada ao Governo do Estado a proposta de destinação da área à criação do Jardim Botânico de Florianópolis e da área do Centro de Valorização de Resíduos da Comcap (antigo CTReS) para um centro poliesportivo integrado e como acesso à contemplação do manguezal. Nessa ocasião, foram identificadas três propostas feitas anteriormente. No Ministério do Desenvolvimento Agrário, a área fora cogitada para instalação do Portal da Agricultura Familiar. Na Câmara Municipal de Vereadores, a Associação de Moradores do Itacorubi propunha que fosse transformada em área de preservação e havia a proposta interna de parque ecológico do Epagri-Ciram.

 

 

 

  • Em 2006, a Fapesc procurou a Epagri para discutir a criação de um Jardim Botânico na região da Grande Florianópolis, em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif). Nesse mesmo ano, foi criado grupo informal de trabalho, com a participação da Floram, Cepa e Ciram. A proposta do ensaio inicial foi detalhada, ampliada e transferida para um desenho sobre o mapa da área, com a contratação de um arquiteto e técnicos da Epagri/Ciram e Cepa. A proposta do projeto teve aprovação pela diretoria da Epagri, inclusive com a incorporação do projeto do Portal da Agricultura Familiar. A diretoria da Epagri então apresentou o projeto ao então secretário de Estado da Agricultura, Felipe Luz, que o aprovou e designou a assessoria jurídica para dar-lhe respaldo. Validada a viabilidade no plano diretor do município, a proposta foi apresentada para Luiz Henrique da Silveira, governador do Estado, que agregou a ideia ao seu plano de governo. Na campanha à reeleição, chegou a apresentá-la no horário gratuito eleitoral.

 

 

 

  • Em novembro de 2006, uma equipe de técnicos e o então presidente da Epagri, Murilo Flores, participaram da reunião anual da Rede Brasileira de Jardins Botânicos. Desse encontro, surgiu a sugestão de incorporar a unidade de conservação Manguezal do Itacorubi, com 200 hectares, como área de preservação in situ. Também foi sugerido retirar da proposta o parque poliesportivo, pelas dificuldades de administrá-lo num contexto de Jardim Botânico.

 

 

 

  • Em fevereiro de 2007, a proposta foi apresentada ao presidente da Epagri, Murilo Flores. Este aprovou a ideia, com ênfase no conceito de integração entre o rural e o urbano.

 

Na proposta da reforma administrativa de 2007, foi apresentada uma emenda por deputado estadual que propunha a venda do Cetre para investimentos em infraestrutura no bairro Itacorubi. A Epagri e a Secretaria de Estado da Agricultura orientaram a Secretaria de Articulação a vetar o artigo da lei, por inconstitucionalidade e risco ao interesse público.

 

 

  • Em 2 de maio de 2007, para atender à aspiração da comunidade do Itacorubi e por proposição do deputado estadual Cesar Souza Junior, foi realizada audiência pública na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Compareceram 10 deputados estaduais, representantes da Prefeitura Municipal de Florianópolis, do Governo do Estado, da União, do Ministério Público Federal, da Câmara Municipal de Vereadores, da Acif, da Associação de Moradores do Itacorubi, Floram, Fapesc, da Epagri, do Curso de Direito da Univali e da comunidade. A proposta recebeu total aprovação e foi criada a Frente Popular Pró Jardim Botânico. Tal proposta, com o apoio popular, virou a Lei 381/07). Na ocasião, por iniciativa da Frente Popular, recolheu 15.408 assinaturas pró-criação do Jardim Botânico de Florianópolis.

 

 

 

  • Em 29 de junho de 2007, por iniciativa do vereador João Batista Nunes, foi realizada audiência pública, na Câmara Municipal de Florianópolis, e também foi aprovado pelos vereadores a criação do Jardim Botânico de Florianópolis, com inclusão do mesmo no Plano Diretor da cidade.

 

 

 

 

  • Em julho de 2007, chegou a ser criado um conselho gestor para o JBF, composto por representantes da Epagri, Floram, Sapiens Parque, Universidade Federal de Santa Catarina, Fatma e Fapesc. Nessa ocasião, foi estabelecido o conceito inovador de implantação em três estações conectadas por modelo de gestão único: na ára da Epagri/Cetre, na Cidade das Abelhas e no Sapiens Parque.

 

 

 

  • Em sete de dezembro de 2007, foi lançada oficialmente a pedra fundamental da criação do Jardim Botânico de Florianópolis, com o plantio de três Guarapuvus, árvore símbolo de Florianópolis. O ato contou com a presença do então deputado estadual Cesar Souza Junior, representando a Assembléia Legislativa do Estado, Murilo Flores, presidente da Epagri,  Hugo José Braga, diretor da Epagri/Ciram, Zenório Piana, diretor da Fapesc, João das Neves Toledo, presidente do Jardim Botânico de Poços de Caldas/MG e da Rede Brasileira de Jardins Botânicos, representantes da Ufsc, Sapiens Parque, Secretaria de Estado da Agricultura, técnicos da Epagri, representantes comunitários, entre outras instituições.

 

Também, neste dia foi firmado convênio entre a Epagri e o Jardim Botânico de Poços de Caldas/MG, objetivando suporte técnico-institucional para a implantação do JBF.

 

 

  • Em 2008, proposta de Observatório Meterológico na casa antiga dos jesuítas, hoje reformada  e casa sede do Parque Jardim Botânico.

 

 

 

  • Em 2009, a Fapesc lançou termo de referência para licitação de plano de ação com base no trabalho desenvolvido nos dois anos anteriores pelo Conselho Gestor do Jardim Botânico de Florianópolis, com suporte de instituições e peritos, concretizados na proposta de Termo de Referência (TOR). Foi quando a OSX, empresa de Eike Batista, se dispôs a realizar de forma gratuita projetos físicos do Jardim Botânico. Os estudos foram realizados e finalizados no ano seguinte. Com base no orçamento de 2008, foram aplicados R$ 500 mil na primeira etapa dos estudos necessários para implantação do Jardim Botânico de Florianópolis. Para a elaboração do plano de ação e para a implantação efetiva do JBF estavam previstos recursos da ordem de R$ 20 milhões, conforme entendimentos com a OSX.

 

 

 

  • Em 2010, foi concebido o projeto pioneiro, quando a cidade aguardava o apoio financeiro da OSX, pelo empresário Eike Batista para implantar o Jardim Botânico. Entre os conceitos principais, o resgate do contato do homem com o manguezal. Ao longo do tempo e em toda a Costa Brasileira o ecossistema foi tomado pelo avanço das cidades e das populações. Na Ilha de Santa Catarina, e pontualmente na Bacia do Itacorubi, há remanescente importante desse bioma. Muito embora os bairros Santa Mônica, São Jorge e Anchieta, o próprio Itacorubi e o lixão da cidade (desativado em 1989) e a Avenida da Saudade tenham tomado boa parte do manguezal. Para promover esse reencontro, o projeto contempla uma passarela elevada de 250 metros até o Rio Itacorubi, onde haveria uma torre para que as pessoas pudessem ter uma visão de dentro do mangue. No aspecto de educação ambiental, o Jardim Botânico priorizaria a importância do mangue como berçário da vida marinha e de estabilização da linha costeira frente à elevação do nível do mar.

 

  • Em dezembro de 2010, por iniciativa do presidente da Fapesc, Diomário de Queiroz, e do presidente a Epagri, Luiz Ademir Hessmann, do diretor da Fapesc, Zenório Piana, e do assessor da Fapesc Hugo José Braga foi encaminhado ao Governo do Estado de Santa Catarina a Criação do Conselho Gestor do JBF. A publicação se deu com aprovação do então governador Leonel Pavan. O Conselho Gestor foi constituído pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, que o presidia, pela Fapesc, Epagri, Fatma e pelo Sapiens Parque S/A. A criação do Conselho Gestor foi definida pelo Decreto Nº 3.690, de 7 de dezembro de 2010, o qual permitiu a aplicação de recursos orçamentários do Governo Estadual, via processo de descentralização, para que a Epagri fizesse as obras iniciais do JBF.

 

 

 

  • Em 8 de maio de 2013, em Audiência Pública da Câmara Municipal de Florianópolis, promovida pelo vereador Guilherme Botelho, foram discutidos o andamento das obras do Jardim Botânico, bem como o abandono da área naquela ocasião. Compareceram diversos vereadores, escolas públicas, autoridades, o presidente da Epagri, Luiz Ademir Hessmann, técnicos da Epagri/Ciram, Hugo José Braga, Zenório Piana, Nelso Figueró, Sergio Zampieri, entre outros. Além desta audiência, mais duas ocorreram, no Salão Paroquial da Igreja São Bento, Itacorubi, por iniciativa do vereador Guilherme Botelho, a última ainda em 2016, com a participação de diversas instituições. Lá estiveram Marius Bagnati, presidente da Comcap, Assessoria Jurídica da Prefeitura de Florianópolis, Luiz Ademir Hessmann, presidente da Epagri, vereador Pedrão, representantes da comunidade da Bacia do Itacorubi, ente outras instituições e pessoas. Desta audiência pública resultaram importantes iniciativas, como a criação de mídia social dos Amigos do Jardim Botânico de Florianópolis e comissão para tratar de convênio entre a Prefeitura de Florianópolis e a Epagri para a gestão do JBF.

 

 

 

  • Em 18 de julho de 2016, com o protocolo assinado entre a Epagri e a Prefeitura Municipal de Florianópolis, a Comcap assumiu a gestão da área disposta a efetivar a ocupação comunitária. A expertise da Companhia Melhoramentos da Capital pode agregar ao Parque Jardim Botânico de Florianópolis a finalidade de ser um centro de educação ambiental voltado para a economia circular e colaborativa, que propõe mudança na maneira de consumir e de se relacionar com as matérias-primas e os resíduos. A proposta é agregar ao conceito, um centro ambiental focado no ciclo da sustentabilidade, particularmente para valorização dos resíduos sólidos orgânicos e o seu reaproveitamento na agricultura urbana.

 

 

O Parque Jardim Botânico também se propõe a resgatar a conexão da açorianidade/agricultura. Os colonizadores não eram pescadores, mas agricultores que vieram pra cá em função da erupção de vulcões nas ilhas dos Açores. Essa relação se verifica no existente bosque de nogueiras. As nogueiras são espécies ambientadas. As sementes vieram com os fundadores da cidade para produzir insumo com que fabricar o sabão e gordura para queimar em lamparinas.

 

Quer na narrativa dos açorianos, quer na produção de conhecimento da extensão rural pela da Acaresc/Epagri, na vertente da agricultura urbana que recupera os resíduos orgânicos e na reaproximação com o mangue, o espaço e o tempo do atual parque e do futuro Jardim Botânico fazem conversar – ou silenciar, para quem preferir _ a relação entre o humano e a natureza.

 

(Informações Adriana Baldissarelli/Comcap, com colaboração de Isabela Schwengber/Epagri, sobre acervo pessoal de Hugo Braga.)


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