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02/03/2011 - Social
Reunião do Programa de Valorização do Artesanato Indígena é realizado com a Comunidade Guarani
Índios das aldeias Morro dos Cavalos e Maciambu participam do projeto

foto/divulgação:

O principal objetivo é garantir a independência financeira da comunidade

Cerca de 40 famílias indígenas se mantém em Florianópolis, a partir da venda de artesanatos, produzidos nas próprias aldeias. Mas há bastante tempo, a cultura e a mão de obra não estão sendo incluídas no valor das peças. E esta desvalorização passa a ser confundida, muitas vezes, com a mendicância.

 

Para mudar esta realidade, preservando a cultura e a permanência das comunidades indígenas nas suas aldeias, está sendo realizado junto à Comunidade Guarani, o Programa de Valorização do Artesanato Indígena, da Coordenadoria de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial – COPPIR, que atua em Parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social – SEMAS.

 

O Programa é dividido em dois eixos: Trabalhar junto ao Design Possível, do Instituto Federal de Santa Catarina – IFSC, para desenvolver uma identidade visual e agregar valor cultural às peças; e criar uma feira de artesanato indígena permanente no Centro da cidade.

 

As comunidades Guarani do Morro dos Cavalos e Maciambu participam, desde maio de 2010, das reuniões de planejamento e de capacitações, promovidas pelo Design Possível do IFSC.

 

Quase um ano depois, o saldo é positivo. A comunidade já captou seu primeiro recurso, a partir de projeto, que possibilitou recursos a compra de materiais e as capacitações; e está na fase final do Projeto da Feira de Artesanato Permanente, a qual é apoiada pelo Banco do Brasil. A utilização do espaço da feira já foi aprovada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano – SMDU, a comunidade discute agora a estrutura das barracas.

 

“É fundamental que eles conquistem a independência financeira, para preservar a própria cultura. Este é só o começo, mas as mudanças serão positivas e permanentes. Estamos mostrando todos os caminhos possíveis e eles estão buscando”, explicou Ana Paula Cardoso, coordenadora da Coppir.

 

As capacitações visam melhorar a qualidade do produto e da sua apresentação, dando valor cultura indígena, para que assim, o valor cultural seja compatível com o valor da venda.

 

Na última reunião, realizada no dia 2 de março, foram acertados os últimos detalhes da estrutura da feira, também foram definidos os técnicos responsáveis por cada função, todos da aldeia.

 

No próximo encontro, que deve ocorrer ainda neste mês, um representante do Banco do Brasil deve estar presente.

 

“É um trabalho que precisa ser realizado aos poucos, são várias etapas vencidas. E é muito bom perceber que estamos na fase final. O mais importante é que não é uma medida provisória. É um trabalho intenso para que eles prossigam com as próprias pernas e repassem aos pequenos e assim por diante”, conclui Ana Paula.

 

A previsão é de que até o final de maio a Comunidade Guarani já esteja instalada na Feira Permanente e continue buscando recursos a partir de projetos.

 


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