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15/04/2016 - Transportes
Campanha pede respeito aos assentos preferenciais
Ação busca a conscientização de quem utiliza o transporte público na Capital

foto/divulgação: Luiz Gustavo Silva de Freitas

Patrícia acha importante respeitar as pessoas que precisam dos assentos preferenciais

Todos os ônibus do sistema contam com assentos preferenciais destinados aos idosos, gestantes, deficientes, mães com criança de colo e obesos. Entretanto, por muitas vezes esses assentos não são respeitados e obrigatoriamente essas pessoas passam a viagem inteira em pé.

 

Por esse motivo, a Secretaria de Mobilidade Urbana lança uma campanha de conscientização sobre a importância desses assentos preferenciais, solicitando aos passageiros que cedam seus espaços nos bancos para pessoas nas condições expressas em lei. A campanha, que já vem sendo veiculada nos televisores dos terminais urbanos, também contará com busdoors, que circularão em toda a cidade de Florianópolis a partir da próxima semana.

 

De acordo com o art. 3º da lei federal nº 10.048, “as empresas públicas de transporte e as concessionárias de transporte coletivo reservarão assentos, devidamente identificados, aos idosos, gestantes, lactantes, pessoas portadoras de deficiência e pessoas acompanhadas por crianças de colo”.

 

A capital tem quase 64% da frota adaptada com elevadores. A norma da ABNT 14022 estipula prazo para que até 2024 todos os veículos possuam esse equipamento, mas isso deve ocorrer antes. “Com o sistema de renovação da frota, conseguiremos isso em cinco anos. Além disso, 100% dos ônibus estão com acessibilidade nos demais itens, como assentos e balaústres”, garantiu o secretário de Mobilidade Urbana, Vinicius Cofferri.

 

Espaço do deficiente

 

Não há como evitar, porém, que pessoas fora do grupo prioritário utilizem os assentos. É preciso contar com o bom senso e o respeito dos usuários.

 

Ivanildo de Oliveira,34, é deficiente físico de nascença. Além das dificuldades para se deslocar, enfrenta o desrespeito de outros passageiros. “As pessoas não nos respeitam como seres humanos. Até a expressão com que nos olham quando entram no ônibus é diferente. Além disso, não respeitam o espaço que é destinado ao deficiente físico, dificultando ainda mais nossa instalação”, reclamou Ivanildo.

 

Sua dificuldade física não o impede de correr atrás dos seus sonhos e das coisas que gosta. Ivanildo trabalha como autônomo e pratica esportes nos tempos livres, como basquete e handebol. “Hoje, eu preciso daquele espaço para me deslocar, amanhã podem ser eles, não se sabe”, concluiu.


Marcia, 37, e Marciene Machado, 35, são irmãs e residem no bairro Jardim Atlântico. Da mesma forma que Ivanildo, são deficientes desde o nascimento. As duas cursam supletivo no centro da cidade e utilizam o transporte coletivo para realizar esse trajeto. Para elas, a ocupação indevida do espaço também é o que mais incomoda.


Às vezes, quando as pessoas simplesmente não saem do espaço destinado aos cadeirantes, temos que pedir, e isso nos constrange, faz com que a gente se sinta humilhada”, contou Marcia. “Gostaríamos que as pessoas nos respeitassem, respeitassem o nosso lugar. Isso é uma questão de educação. E se fosse com alguém da sua família?”, completou Marciene.

 

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Florianópolis conta hoje com 18,54% da população com algum tipo de deficiência. Deste total, mais de 23 mil possuem deficiência motora.

 

Consciência com os idosos

 

Com os idosos, o desrespeito também acontece. E são quase 50 mil residindo na cidade, o que representa 11,5 % da população.

Luzia Arninda da Rosa,86, faz parte desse grupo e conta que já trabalhou no transporte coletivo da cidade, como cobradora, mas hoje é aposentada. Pela força de vontade em ajudar o próximo, Dona Luzia, como é conhecida, realiza diversos trabalhos voluntários e por esse motivo utiliza muito o transporte coletivo. Algo que presencia constantemente e a deixa triste é o fato de muitas mães colocarem os filhos nos assentos preferenciais.


Às vezes, vejo mães que deixam as crianças ocupando o assento preferencial. Elas não compreendem que esse desrespeito vai fazer parte do futuro daquela criança”, avaliou.


Infelizmente, essas ações fazem parte do dia a dia de pessoas que precisam e dependem dos assentos preferenciais para seguir viagem. Respeitar os idosos é respeitar o próprio futuro. Em meio a essa reflexão, Dona Luzia deixa um recado para quem não respeita os assentos preferenciais: As pessoas precisam ser conscientes. Hoje, são jovens, mas amanhã serão idosos; por isso, irão precisar desses assentos.


Respeito com as gestantes

 

Patrícia Alves de Araújo,27, é estudante de educação física. Gestante há seis meses, pede o respeito das pessoas para facilitar a vida de quem precisa. “As pessoas fingem que estão dormindo para não dar o lugar a quem precisa”, disse.

 

Embora a gravidez não seja uma doença, é um período difícil para a mulher, por causa das modificações que acontecem no corpo, como a falta de equilíbrio, as dores nas costas, os riscos de traumas e a pressão baixa. É importante que as pessoas tenham esse ponto de vista e respeitem os assentos preferenciais. Ter noção e respeitar as pessoas que precisam é muito importante”, assinalou a estudante.


Durante cerca de três meses, a campanha irá circular pelos terminais, busdoors e redes sociais, contando com os rostos de Marciene, Dona Luzia e Patrícia para estampar essa ideia.


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