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11/10/2017 - PORTAL - Saneamento
Beira-Mar Norte voltará a ser própria para banho ainda em 2018

foto/divulgação: Leonardo Sousa

Prefeitura e CASAN lançam edital para recuperar balneabilidade da Beira-Mar Norte

Com a presença de lideranças políticas, empresariais e comunitárias, foi assinado na manhã desta quarta-feira (11), edital para recuperação da balneabilidade da Baía-Norte, em Florianópolis. O projeto é uma ação conjunta entre Prefeitura Municipal e CASAN. A meta é tornar balneável − ainda em 2018 − a região da Beira-Mar Norte, em uma extensão de três quilômetros e meio, entre a Guarnição de Buscas e Salvamento do Corpo de Bombeiros (próximo à Ponte Hercílio Luz) e a Ponta do Coral.

 

Semelhante ao bem-sucedido processo que está ajudando a recuperar o Rio do Braz, no Norte da Ilha, a ação voltada à Baía Norte está focada no controle dos poluentes conduzidos pela rede de drenagem (a rede de águas das chuvas).

 

 “Temos atualmente R$ 400 milhões de investimentos somente em Florianópolis, e este projeto será a cereja do bolo em termos de qualidade de vida na Capital”, destacou o diretor-presidente da CASAN, engenheiro Valter Gallina.

 

Realizado no Gabinete do prefeito Gean Loureiro, o ato foi acompanhado por representantes do Movimento Floripa Sustentável, Associação Floripa Amanhã, Sindicato dos Engenheiros no Estado de Santa Catarina, Sindicato da Indústria da Construção, Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, secretários municipais e vereadores. Diretores, gerentes e engenheiros do quadro técnico da CASAN também participaram do momento que marca o início de desenvolvimento do projeto.

 

O plano de trabalho contempla a instalação de uma Unidade Complementar de Recuperação Ambiental (URA) junto à Estação Elevatória da CASAN na Avenida Beira-Mar (área conhecida como Bolsão). A URA Beira-Mar vai tratar a água contaminada da rede de drenagem e lançar ao mar efluente livre de coliformes fecais. O equipamento terá capacidade de tratar até 150 litros por segundo, o equivalente a quase 13 milhões de litros por dia.

 

O projeto prevê também que cada uma das saídas da rede de drenagem pluvial (tubulações de cimento) receberá um sistema próprio de captação e bombeamento. Serão, assim, cerca de 15 a 20 pequenas estações elevatórias conduzindo a mistura de chuva com esgoto até a URA Beira-Mar. Desinfetada e clarificada, a água será lançada na Baía Norte.

 

“Fico tranquilo com a consistência da apresentação feita aqui nesta manhã. É um projeto que nos trará o resgate de uma área muito importante, proporcionará uma cidade para todos e de frente para o mar”, disse o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro. “É uma ação que favorece a cidade, e uma das provas disso é a presença das entidades aqui neste momento”, complementou o prefeito.


Poluição da Baía é localizada

 

Apesar de a área central de Florianópolis contar com 100% de rede de coleta e tratamento de esgoto, diferentes fatores ainda causam a poluição da praia. Entre eles, a ocupação desordenada e o altíssimo adensamento urbano. Para agravar, CASAN e Prefeitura estimam que cerca de 50% dos imóveis da região apresentam alguma irregularidade na instalação com a rede coletora de esgoto. 

“Esse conjunto de fatores faz com que os canais pluviais arrastem com a água da chuva uma alta carga de esgoto, gerando a contaminação que impede o banho de mar na zona mais populosa da Capital", explica o diretor-presidente da CASAN, engenheiro Valter Gallina. "A rede de esgoto instalada resolve o problema sob o ponto de vista sanitário, mas não permite a balneabilidade."

 

Análises realizadas pelo Laboratório de Efluentes da CASAN para monitoramento da Baía Norte apresentam resultados que deram suporte ao projeto de despoluição da região. Esse acompanhamento mostra que a menos de 200 metros da areia da praia a água se apresenta dentro dos parâmetros de balneabilidade da FATMA.

 

Essa boa condição da água comprova que a poluição da Baía está localizada nas galerias de água da chuva. “Solucionado estes focos, a balneabilidade poderá ser recuperada”, complementa o engenheiro Alexandre Trevisan, da Gerência de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da CASAN.

 

O projeto está orçado em R$ 24,5 milhões e deverá permitir que o sistema de captação, elevatórias e a Unidade Complementar de Recuperação Ambiental (URA) estejam em operação antes do início do Verão 2019.




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