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Chega-se
ao Ribeirão da Ilha através rodovia Baldicero Filomeno (antiga estrada
Marcelino Antônio Dutra, em memória ao importante poeta ribeironense da
primeira metade do século XIX). Ao longo do caminho podem ser observados
os tradicionais engenhos de farinha de mandioca, alguns ainda em atividade
nos meses de que não tem "r" na grafia. Emoldurada pela paisagem rural,
destacam-se especialmente as unidades produtivas geminadas com a habitação
e a "venda" ao lado. O Ribeirão da Ilha reúne um dos mais importantes
conjuntos históricos da Ilha de Santa Catarina, com o maior número de
casas antigas. No centro histórico, sede da antiga freguesia, pode-se
observar o cenário formado pelas casas geminadas, alinhadas na rua fronteira
ao mar e dispostas ao redor da pracinha, tendo a igreja na cabeceira.
Essas casas sobrevivem como expressão de um estilo arquitetônico e como
padrão de convivência que, no centro da capital, foram alterados por uma
pretensa modernidade.
Este é um dos mais antigos núcleos de colonização açoriana, fundado em
meados do século XVIII e que preserva diversas tradições, como a festa
de Nossa Senhora da Lapa, a produção das rendas de bilro, das canoas e
baleeiras, dos balaios e cestos de cipó.
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