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Dentre
as árvores plantadas na Praça XV, a mais famosa, cantada em prosa e verso,
é a tradicional e centenária figueira, que consta ter nascido em 1871
dentro do jardim em forma de circunferência que existia em frente à Igreja
Matriz. Foi transplantada, por volta de 1891, para o local onde se encontra
até hoje. A Praça XV recebeu o plantio de outras árvores de porte no século
XIX, tais como ficus indianos, palmeiras imperiais e cravos da Índia.
Durante muitos anos foi cercada por grades inglesas, portões ornamentais,
quiosques, gruta e cafés. O jardim
era aberto às 9 e fechava às 21 horas. Hoje, parte dos velhos gradis cercam
as igrejas do Rosário e São Francisco. Sob a figueira muitos circulam,
aposentados conversam e pastores pregam. Além de cartão postal da cidade,
abrigo de toda a sorte de visitantes, a figueira é alvo de simpatias e
superstições, que incluem o ritual de contornar váriasvezes a árvore para
atrair fortuna e casamento. Na
época do Natal, é montado um presépio idealizado por Franklin Cascaes,
confeccionado com elementos naturais, transformados pelas técnicas da
tradição cultural açoriana.
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