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Esse
edifício já teve a aparência de um tradicional sobrado luso-brasileiro.
Foi construído na segunda metade do século XVIII sobre uma ilhota rochosa,
próxima da praia, mas no início do século XX os aterros envolveram a ilhota,
ligando-a à Ilha de Santa Catarina.
O forte destinava-se a evitar a passagem de piratas pelo canal do Estreito
e a proteger a antiga Vila de Nossa Senhora do Desterro. Foi desativado
por volta de 1873, vindo a abrigar, a partir de 11 de janeiro de 1875,
a agência da Capitania dos Portos das Províncias do Rio Grande de São
Pedro do Sul e de Santa Catarina.

Em função das obras viárias do novo aterro da Baía Sul depois de 1970,
foi cogitada a demolição deste forte, mas segmentos da opinião pública
mobilizaram-se contra. A imprensa local promoveu uma série de debates
sobre a pertinência ou não da preservação, do antigo forte, o qual, apesar
do acentuado grau de descaracterização, tanto de sua arquitetura quanto
de seu entorno originais. Assim, em 1984, o forte e sua área de 5.086
m² foram tombados como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em 1997,
a agência da Capitania foi transferida para o Estreito, no continente.
Atualmente a Sociedade Amigos da Marinha (Soamar) e o Grupo de Escoteiros
do Mar Ijurerê-Mirim mantêm suas sedes nas dependências da antiga fortificação,
que encontra-se, desde então, fechada a visitação pública.
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