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Denominação
Primitiva
Em
todos os mapas consultados encontrou-se a mesma denominação
Denominações
Outras
Não
possui
Denominação Atual
Praia
da Costeira do Ribeirão.
Histórico
Como
comunidade, a Costeira do Ribeirão da Ilha é muito
antiga e resulta, desde 1760, da colonização açoriana
do século XVIII. Teve moradores e filhos ilustres, dentre
eles, Marcelino Antônio Dutra, que foi considerado o "
Poeta do Prejo" e o primeiro escritor catarinense a publicar
um livro. Tem hoje, a costeira do Ribeirão, vários
descendentes do poeta, político e importante homem da
literatura catarinense.
Primitivamente
foi habitat dos índios do grupo Carijó.
Seu
desenvolvimento acelerou-se muito recentemente, com a abertura
de estradas e chegada dos modernos meios e serviços sociais,
alcançando uma população de aproximadamente
1.500 habitantes.
Em
sua área, existem muitas construções antigas,
sendo a principal o Casarão (século XVIII) Colonial,
de dona Cotinha (Falecida em 1978), que é um bem tombado
pelo Patrimônio Nacional.
O
designativo Costeira, é aplicação dada
à uma configuração da orla marítima
com vários, segmentos junto ao mar e, com algumas pedras
e queda íngreme. É "costeira", um topônimo
muito empregado em todo o território nacional, daí
porque sempre vir completando por qualificativo, como, no caso,
do Ribeirão da Ilha.
Descrição
Física
Seus
limites são: ao Norte no quilometro 11 da Rodovia Baldicero
Filomeno, e ao Sul com a Ponta do Morro do Céu no Canto
da Nogueira ou na casa da dona Natalícia.
É
uma praia dividida em dois trechos, através de uma elevação
mais ou menos nos primeiros seiscentos metros para o sul, e
nela deságuam vários riacho, dando-lhe um colorido
diferenciado.
Possui
águas claras e mansas e profundidade normal em declive
suave, com a pequenina e bela Capela de São José
bem defronte ao meio da praia. Suas características,
são ajustadas naturalmente para entrada e saída
de barcos e para banhos de mar.
Em
toda a sua extensão, oferece um belo panorama do mar
e do continente fronteiros.
O
canto terminal foi designado de Morro do Céu por ser
o morro, muito alto e íngreme (hoje foi recortado para
dar andamento à rodovia) e Canto da Nogueira, por ter
no local, uma árvore, pé de noz, muito grande
e antiga. Seu fruto, denominado, popularmente, de "anóga
" é oleaginoso e utilizado para o fabrico doméstico
do sabão -"sabão de anóga". Industrialmente
a anóga produz óleo vegetal de inúmeras
aplicações.
Dimensões
Extensão
- 1350 metros.
Largura
- 3 a 18 metros.
Usos
e Costumes
Tradicionalmente
foi praia de serviços, isto é, pesca, pois permite
a utilização de arrasto e diversas outra formas
de pescaria. Foi também ponto de apoio para o transporte
marítimo de passageiros e carga.
Hoje
é praia de lazer, turismo, balneário e pesca.
Como é uma praia aberta, e junto à rodovia tem
fácil acesso ao público, e, por isso, bastante
freqüentada. As Casas de Veraneio, na maioria, ficam do
outro lado da Rodovia, necessitando, os usuários, atravessar
a mesma, para alcançarem o mar.
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