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Na
Lagoa da Conceição, o impacto inicia-se pela incomparável vista do alto
do morro (SC-404).
Agrega-se à vasta opção gastronômica, especializada em frutos do mar,
a igreja e casario centenários, a produção de pescado e de renda artesanal
e a revitalização dos folguedos típicos, como o boi-de-mamão. Passeios
de escuna e de baleeira podem complementar o roteiro, sugerindo-se a visita
à Costa da Lagoa. As mais próximas e belas praias e dunas, com seus vestígios
pré-históricos, são a Barra da Lagoa, a Praia Mole a Praia da Joaquina.
Desde 1666 já haviam lavouras e construções iniciando o processo de colonização
desta localidade, que originou-se a partir de uma das três mais antigas
freguesias da Ilha, fundada por açorianos em 1750. Foi rica em engenhos
de farinha e de açúcar (ainda existentes na Costa da Lagoa) e próspera
no cultivo da terra e na pesca, produzindo também tecidos de algodão,
com seus teares rudimentares, no séculos XVIII e XIX. O casario tradicional
remanescente pode ser apreciado em alguns pontos, concentrando-se o núcleo
mais significativo próximo à Igreja de Nossa Senhora da Conceição. A igreja
foi construída a partir de 1751, ano em que a sua planta foi aprovada
na Corte, em Portugal. Só foi concluída por volta de 1780, tornando-se
uma das construções mais expressivas da arquitetura religiosa do Estado,
centro de um excepcional conjunto de paisagem natural e arquitetura, salientada
pela sua posição privilegiada na encosta do morro, voltada para a antiga
freguesia. Aos fundos ainda existe a antiga Casa do Vigário e, ao lado,
o muro do extinto cemitério. À sua frente, a Santa Cruz e o teatro do
Divino são componentes deste cenário secular. A igreja foi visitada por
D. Pedro II, que lhe doou, em 1847, uma custódia de prata e, em 1861,
os dois sinos que ainda se encontram lá. A igreja tombada pelo Município
e restaurada nos últimos anos, foi elevada à condição de Santuário em
8 de dezembro de 1999. Seus magníficos altares barrocos em madeira entalhada
foram restaurados.
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