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11/08/2017 - Educação
Uma lição da EJA: sonhar é preciso para alcançar o que se quer na vida
Turma de alfabetização da Educação de Jovens, Adultos e Idosos confeccionaram cartazes com seus maiores desejos

foto/divulgação: Janete Elenice Jorge

Turma de alfabetização da EJA Núcleo Sul I

Fazer uma faculdade. Conquistar a casa própria. Ser mãe. Ter o próprio negócio. Sonhar, pelo dicionário, significa querer muito alguma coisa; pensar insistentemente. Sonhos não possuem gênero, classe, cor ou prazo de validade. E o mais importante, não existe idade limite para tê-los.

 

Pensando nisso, por intermédio da Prefeitura de Florianópolis, a turma de alfabetização da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJA), Núcleo Sul I, na Costeira do Pirajubaé, realizou a “Campanha para Sonhar”. A ideia surgiu como tentativa de estimular as pessoas a pensarem sobre suas expectativas de vida diante de uma realidade social que se apresenta cada vez mais fria e desigual.

 


Severinas

 

O primeiro passo foi assistir ao curta “Severinas”, um documentário com titulares do programa Bolsa Família, que conta como as mulheres sertanejas estão começando a transformar seus papéis na família e na sociedade do interior do Piauí, libertando-se da servidão ao homem e da miséria.

 

Os alunos realizaram um debate sobre questões relacionadas à pobreza, machismo, trabalho, expectativa de vida, falta de acesso a políticas de inclusão social e desigualdades sociais.

 

Após isso, fizeram uma leitura do curta, concluindo que os sonhos tem importante papel na vida das pessoas, sendo muitas vezes o dispositivo que as faz seguir em frente, caminhar.

 

Durante a discussão da atividade, alunos e alunas se identificaram com falas dos personagens que diziam coisas como: “Quero que meus filhos estudem e tenham outra vida, diferente da que eu tive”; “Não quero me casar cedo, quero estudar”; “Antigamente a vida era muito mais difícil”; “Meu pai também achava que mulher nasceu somente para casar e ter filhos”; “Tive que mudar de cidade para melhorar de vida”.

 

Na sequência,  os alunos produziram cartazes expondo seus desejos de vida e os compartilharam em uma campanha na página do facebook da unidade, no endereço https://www.facebook.com/EjaSul1.

 

 

Morar em um sítio

 

O estudante Gilson Rosa, de 21 anos, é natural de Foz do Iguaçu, no Paraná. Qual o sonho dele? “Acho legal morar no sítio porque gosto de cavalos e de cuidar dos animais. Minha mãe tem um sítio em Medianeira e já morei lá. Agora que moro em Florianópolis não consegui. Se eu morasse em um sítio a vida seria diferente, a gente sonha na tentativa de realizar e espero um dia conseguir”.

 

 

Ser um nutricionista

 

Cozinheiro e pizzaiolo, Luciano da Silva Barbosa tem 62 anos e é natural de Recife, em Pernambuco. “Sou cozinheiro e ouço muitas orientações das nutricionistas que não acho corretas. As nutricionistas sabem a teoria e eu sei a prática, quero fazer faculdade de nutrição para saber se o que faço no meu trabalho está correto”.

 

Luciano sempre aspirou ter acesso ao ensino superior, porém não foi possível porque sempre precisou trabalhar em jornada dupla. “Há tempo para tudo e eu vou morrer só depois de fazer tudo o que eu quero. Sonhar é muito bom porque é uma expectativa de realização”.

 

 

Fazer uma faculdade

  

Natural de Ilhéus, na Bahia, Lucas Ferreira Santos Costa tem 29 anos e é ajudante de caminhão, na carga e descarga de materiais de construção. “Sonho em fazer uma faculdade porque é uma garantia de ter uma profissão. Não consegui quando era mais novo porque sempre tive que trabalhar dois turnos, o que não me permitia estudar. Vim para Florianópolis e voltei a estudar porque a EJA é à noite e atende as minhas necessidades. Quero fazer engenharia para construir prédios”.

 

Lucas conta que mudou de vida depois que veio para a Capital. “Parei de beber e de fazer coisas que não eram boas para mim. Quem me olha, olha o meu cabelo, pode achar que sou errado, mas não sou, tenho muita força de vontade e sonho com uma vida diferente”.

 

 

Conhecer a Bahia

  

Manezinha, Silvana Normélia Machado é faxineira e tem 53 anos. “Sonho em conhecer a Bahia. A minha irmã já conhece. Quero ver as praias que são mostradas nas novelas e as pessoas dançando axé. Não consegui realizar esse sonho porque não tenho condições financeiras, mas ainda irei conseguir e quero dançar, tirar muitas fotos e conhecer as praias. Para mim, sonhar é acreditar que se pode realizar”.

 

 

Ser mãe

  

Tatiane dos Santos, nascida na Capital, tem 34 anos e é dona de casa. “Sonho em ser mãe porque gosto muito de crianças. Já tentei, mas não consegui engravidar então agora estou fazendo tratamento. Acho que conseguirei engravidar e serei uma boa mãe, quero criar meu filho com muito amor e carinho. Gosto de sonhar porque me faz bem”.

 

 

Ter um carro

  

Aposentado, Márcio da Silva tem 44 anos e é natural de Florianópolis. “Eu sonho muito em ter um carro para levar a minha esposa para praia, para fazer um lanche, para passear. O transporte público de Florianópolis é muito ruim, temos que pegar muitos ônibus para se locomover e perdemos muito tempo. Se eu tiver um carro coloco as coisas dentro e vou rapidinho.”

 

Márcio tem convicção que conseguirá o tão desejado automóvel. “Eu sei que um dia vou realizar esse sonho porque sou uma pessoa que não desiste das coisas. Sonhar é liberdade, tem que desejar, acreditar e lutar pelo o que se quer”.

 


Recomeços e mudanças

 

“Sabemos que a educação sozinha não é capaz de mudar a realidade social de nossos alunos, mas tem papel importante quanto ao acesso ao conhecimento formal que leva ao mercado de trabalho, quanto espaço de discussão da realidade e integração social e quanto caminho para promoção da cidadania”, explica Janete Elenice Joge, a coordenadora do Núcleo EJA Sul I. “Assim, a EJA sonha uma sociedade mais justa e acolhedora”.

 

E você? Qual o seu sonho?

 

 

Onde encontrar a EJA?

 

Atualmente a Educação de Jovens, Adultos e Idosos de Florianópolis, sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação,  conta com mais de 1.200 estudantes de 15 a 68 anos de idade matriculados nas 16 áreas de atendimento organizados em sete núcleos (sede) e nove polos (turmas) espalhados pelo município.

 

Mais informações no telefone do Departamento da EJA, (48) 3212-0925.

 

Confira o endereço dos núcleos e polos da EJA no site da Educação, no endereço http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/educa, no menu da EJA na esquerda da página.


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